24 de out de 2010

Veja os espumantes e vinhos com Indicação de Procedência de Pinto Bandeira








O selo de Indicação de Procedência de Pinto Bandeira já faz parte da identidade visual de três espumantes e dois vinhos da área geográfica delimitada, cujo registro foi recentemente aprovado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).













A Vinícola Valmarino recebeu o selo para o espumante Valmarino Brut, safra 2009 e para os vinhos Valmarino XIII  Cabernet Franc 2008 e Valmarino Merlot 2009.












A Vinícola Don Giovanni, fundada em 1984, teve chancelado o seu espumante Don Giovanni Brut, safra 2008.

















E a Vinícola Geisse, uma das mais antigas da região (foi criada em 1976) conquistou o selo para o espumante Cave Geisse Brut safra 2008.












A permissão para utilizar o selo é concedida pelo Conselho Regulador da Indicação de Procedência, em conformidade com regulamentos que envolvem produtos e variedades de uvas autorizados, padrões de identidade e qualidade e normas de controle das vinícolas, vinhedos e vinhos.

Assim, por exemplo, só poderão ostentar o selo os espumantes elaborados pelo método tradicional - champenoise -no qual a segunda fermentação ocorre nas garrafas. Da mesma forma, os vinhos chancelados serão elaborados exclusivamente com as variedades de uva autorizadas, cuja procedência será de 85% a 100% da área geográfica delimitada.

8 de out de 2010

MELHORES VINHOS GAÚCHOS DA SAFRA 2010 ESTÃO MENOS ALCÓOLICOS


A 18ª Avaliação Nacional de Vinhos Safra 2010, realizada em setembro em Bento Gonçalves, mostrou que, graças a um problema climático verificado no período de colheita, os vinhos elaborados no Rio Grande do Sul em 2010 estão menos alcoólicos. Para alguns comentaristas presentes ao evento, isso é um fato a ser saudado positivamente.

Os 16 vinhos mais representativos da safra 2010 foram revelados no evento,recebendo notas dos comentaristas brasileiros e estrangeiros convidados para avaliar e traduzir num escore os descritores relacionados ao aspecto, olfato e paladar.

Todo o processo foi acompanhado pelos mais de 750 participantes inscritos no evento, que também puderam degustar e dar nota aos vinhos.

A seleção de amostras apresentou graus alcólicos que variaram entre 12,5º e 13,7º (tintos) e entre 11º e 12º (brancos). Os comentaristas deram notas entre 84 e 93 (tintos) e entre 74 e 89 (brancos). As mais altas notas foram atribuídas a dois vinhos Cabernet Sauvignon,das vinícolas Almaunica (Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves) e Santo Emílio(Lajes/Urupema, em Santa Catarina.

Conforme estudo da Embrapa distribuído aos participantes do evento, a safra 2010 foi prejudicada pelo excesso de chuvas e dias nublados verificados nos meses de janeiro e fevereiro, que não favoreceram a plena maturação. A  qualidade das uvas, então, dependeu do nível tecnológico empregado nos vinhedos - manejo, tratos culturais e decisão da época de colheita. 

O jornalista/comentarista Artur Azevedo, da ABS-SP, mostrou-se agradavelmente surpreso com os menores graus alcóolicos dos vinhos, que resultaram em vinhos mais elegantes, na sua opinião, e de modo geral, representando menores riscos para a saúde.


Outro comentarista, Michel Whiteside, jornalista da Inglaterra, observou que "a tendência para o futuro é o consumo de vinhos mais leves, frescos e fáceis de beber" e que o Brasil está se posicionando muito bem nesse tipo de vinho.

Eduardo Russo, jornalista e publicitário que também participou como comentarista no painel, manifestou sua satisfação em encontrar nesta safra "vinhos com níveis de álcool tão sociáveis e tão elegantes". Russo ainda sugeriu para as próximas avaliações a criação de uma categoria vinhos de produtores artesanais, que utilizam leveduras indígenas na sua pequena produção,tais como Bettu, Daniele e Barichello.


Na mesma linha,o espanhol de Rioja, Luis Vicente Elias Pastor,especialista em cultura do vinho,exortou os produtores brasileiros a "fazer vinhos da terra, vinhos coerentes com a terra" e não tentar reproduzir padrões de outras regiões do mundo.

Coincidentemente, o professor Luis Antenor Rizzon, engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa, um dos homenageados no evento, também lembrou que "o vinho é uma bebida distinta, que tem identidade com a cultura, o lugar, a história e a técnica de produção local". Portanto, acrescentou, "quando se vende vinho, está se vendendo a terra, o lugar, a gente", o que exige que "se busque a identidade, a tipicidade, por meio de definições enológicas para a região".


A edição 2010 da Avaliação Nacional de Vinhos, promovida pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), teve a participação de 55 vinícolas, dos estados do Rio Grande do Sul (231 vinhos), Santa Catarina (13), Paraná (1), Bahia (3),São Paulo (2),Pernambuco (6) e Minas Gerais (4). Desse total foram selecionadas amostras de 30 empresas, donde saíram os 16 vinhos mais representativos da safra. A degustação de seleção das amostras foi realizada por 87 enólogos de todo o Brasil, em três grupos de 29 profissionais,  no período de 16 de agosto a 3 de setembro.

VINHOS SELECIONADOS - SAFRA 2010

CATEGORIA
VARIEDADE
EMPRESA
Vinho Base para Espumante
Chardonnay
Domno do Brasil (RS)
Vinho Base para Espumante
Chardonnay/Pinot Noir
Salton (RS)
Vinho Branco Seco Fino Não Aromático
Chenin Blanc
Vinícola Ouro Verde (Miolo Wine Group) (BA)
Vinho Branco Seco Fino Não Aromático
Chenin Blanc
Vitivinícola Santa Maria (PE)
Vinho Branco Seco Fino Não Aromático
Chardonnay
Coocenal / Aliança (RS)
Vinho Branco Seco Fino Não Aromático
Chardonnay
Goes e Venturini (RS)
Vinho Branco Seco Fino Aromático
Moscato Giallo
Casa Geraldo (MG)
Vinho Branco Seco Fino Aromático
Moscato R2
Perini (RS)
Vinho Rosé Seco
Cabernet Sauvignon
Almadén (Miolo Wine Group) (RS)
Vinto Tinto Seco Fino Jovem
Pinot Noir
Rasip (Miolo Wine Group) (RS)
Vinto Tinto Seco Fino
Cabernet Franc
Piagentini (RS)
Vinto Tinto Seco Fino
Cabernet Franc
Valmarino (RS)
Vinto Tinto Seco Fino
Marselan
Dom Cândido (RS)
Vinto Tinto Seco Fino
Merlot
Seival State (Miolo Wine Group) (RS)
Vinto Tinto Seco Fino
Cabernet Sauvignon
Santo Emílio (SC)
Vinto Tinto Seco Fino
Cabernet Sauvignon
Almaúnica (RS)


VINHOS E ESPUMANTES DE PINTO BANDEIRA CONQUISTAM INDICAÇÃO DE PROCEDÊNCIA

O antigo distrito de Bento Gonçalves, que acaba reconquistar a autonomia política e financeira, com a validação de sua emancipação, recentemente, pelo STF, tem mais uma razão para comemorar. A Associação de Produtores de Vinho de Pinto Bandeira (Asprovinho) recebeu ontem , no Salão Paroquial da comunidade, o selo de Indicação de Procedência (IP), certificação que atesta a qualidade dos produtos elaborados na região.Inicialmente, três espumantes e dois vinhos já poderão utilizar o selo.

A expectativa agora é de que a demanda por vinhos certificados vai crescer, como também o turismo na região.

Pinto Bandeira é a segunda região do Brasil a ter vinhos e espumantes certificados, a primeira é o Vale dos Vinhedos,  no município de Bento Gonçalves, que obteve o selo em 2002. A Indicação de Procedência é uma certificação concedida pelo Instituto Nacional de Produção Industrial (INPI) com base na legislação da propriedade industrial, que reconhece as características diferenciais da região e os padrões de qualidade dos produtos certificados. 

O presidente da Asprovinho, enólogo Luciano Vian, destacou o trabalho de aprimoramento realizado ao longo de seis anos que permitiu a conquista da certificação dos vinhos de montanha, tributando-o à união dos associados e ao apoio dos parceiros. A publicação da concessão da IP ocorreu no dia 13 de julho de 2010, após dois anos de oficialização do pedido.

Conforme nota da Embrapa Uva e Vinho, a Indicação de  Procedência é uma garantia que assegura a origem e padrões de qualidade dos vinhos certificados elaborados pelas vinícolas da Associação dos Produtores de Vinhos de Pinto Bandeira (Asprovinho), detentora da chancela  (Cave Geisse, Cooperativa Pompéia, Cooperativa Vinícola Aurora Unidade Pinto Bandeira, Don Giovanni, Vinícola Valmarino e Terraças).

Os vinhos e espumantes  devem seguir protocolos de produção específicos estabelecidos no Regulamento de Uso da Indicação de Procedência, que incluem variedades e formas de cultivo, além de padrões de qualidade química e organoléptica dos vinhos. Todos os procedimentos possuem controle para garantir a rastreabilidade da produção, informa a Embrapa Uva e Vinho, que coordenou o processo, desde o início em 2004, em conjunto com a Asprovinho, Embrapa Clima Temperado, Universidade de Caxias do Sul (UCS),  Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Sebrae e Ibravin..

Segundo o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho Mauro Zanus, “os vinhos de Pinto Bandeira apresentam as características dos vinhos da Serra Gaúcha, mas com um diferencial que garante uma tipicidade própria: a altitude. Valorizam um território delimitado, onde o ciclo de maturação das uvas é mais tardio, o que permite a produção de vinhos particulares, com especial aptidão para os espumantes”.