4 de mar de 2011

VINHOS DE UVAS RARAS NA FESTA NACIONAL DA VINDIMA




































A 12ª Festa Nacional da Vindima, que vai até o dia 13 de março, em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, é a oportunidade de conhecer as realizações da cultura imigrante italiana, fincada há mais de 130 anos nas serras da região centro-nordeste gaúcho. Ali se destaca o aspecto mais marcante e que consagrou a herança da imigração: o cultivo de uvas e  elaboração de vinhos.

A exposição de uvas produzidas no município de Flores da Cunha é passagem obrigatória no pavilhão do parque onde se realiza a festa.






































 
 
Flores da Cunha orgulha-se de ser o maior produtor de vinhos do Brasil,
com 188  empresas vinícolas e de bebidas, tendo produzido 78 milhões de litros de vinho em 2010. Praticamente a metade desses produtores são cantinas familiares, segundo do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da região.


E é no estande de uma dessas vinícolas, a Casa Gilioli, do Travessão Lagoa Bela, interior de Flores da Cunha, que encontramos um vinho de mesa raro atualmente, produzido com a uva Herbemont, varietal americana (Vitis Bourquina), trazida da Europa pelos imigrantes no século XIX. Entre os colonos era conhecida com o nome de champagne ou borgonha.
 

A Herbemont foi uma uva bastante cultivada pelo seu alto poder agronômico. Até os anos 1950, era utilizada para elaborar espumantes, vinhos de mesa e vermutes de vinho, informa o enólogo Luiz Pedro Gilioli.

Começou a desaparecer progressivamente, por ser altamente suscetível à  fusariose, uma doença causada por fungos que resseca a parte aérea da planta, e para a qual ainda não foi encontrado um controle definitivo.


No vinhedo da vinícola ainda se conservam cerca de 200 plantas dessa variedade, cujas uvas  deverão render o suficiente para produzir cerca de 1.500 litros de vinho, na safra 2011, segundo estimativa do enólogo.


O Casa Gilioli Herbemont é um vinho seco, leve, de coloração rosé romã, aroma discreto, baixo teor alcóolico (10,8% vol.) e significativa acidez.

A Vinícola também produz outro vinho de mesa raro no mercado, o tinto da variedade híbrida Margot BRS, desenvolvida e lançada pela Embrapa em 2007, a partir de um cruzamento dos varietais Merlot e Villard Noir. Trata-se de um vinho de mesa com características de vínifera, cujos testes de validação agronômica e industrial foram feitos nos vinhedos da Gilioli, permitindo que a vinícola seja uma das primeiras a elaborá-lo de modo comercial.





Dentre as vinícolas pequenas, destaque para o estande dos Vinhos Hortência, da localidade de Mato Perso, cujo vinho Hortência Moscato Seco, ficou entre os 30 vinhos mais representativos da safra 2010 da Avaliação Nacional de Vinhos, realizada em setembro do ano passado.





Também encontramos no estande da  Adega Mascarello, o Don Bortolo Moscato Giallo, que recebeu medalha de ouro na categoria vinho branco seco aromático no Concurso Melhores Vinhos de Flores da Cunha 2009.




A apresentação do coral de Mato Perso, emocionou alguns casais, que aproveitaram o espaço do corredor entre os estandes para embalar-se ao som das antigas canções italianas...























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